Nirton Venancio
(Os poemas aqui publicados estão registrados na Biblioteca Nacional. Podem ser reproduzidos desde que mencionados a fonte e o autor)
Sábado, Julho 12, 2008
Terça-feira, Julho 08, 2008
Domingo, Junho 15, 2008
Quinta-feira, Junho 12, 2008
Terça-feira, Junho 03, 2008
exílio
foto Lukas StevensonEscrevo-te distante.
Não meu corpo tão longe do mar:
distante do oceano.
Não meu corpo tão longe do mar:
distante do oceano.
Vivo por enquanto a quilômetros de mim.
O que restou aos teus olhos
é o que mantém a lembrança
de um pouco que me definia.
O que restou aos teus olhos
é o que mantém a lembrança
de um pouco que me definia.
Vago a olhar-me para trás
e de lá tento me alcançar de volta.
e de lá tento me alcançar de volta.
Não me perguntes o que houve.
Tão logo um lado e outro se reencontrem
passarei por tua casa.
Tão logo um lado e outro se reencontrem
passarei por tua casa.
(do livro “Poesia provisória”)
Quarta-feira, Maio 21, 2008
estima
foto Gyulis SantisO homem é um bicho-homem
que não sabe se é um rato,
fosse o homem mesmo um rato
talvez não tivesse esse nome
posto que pode ser lobisomem
o homem não sabe o que é de fato.
Homem e rato – ambos têm fome
e comem tudo que está no mato,
quando comem, comem e somem
deixando sem fundo o chão e o prato;
mesmo não sendo um rato
o homem corre com medo da fome
como o rato corre do gato
que come o rato com medo da fome.
O homem (quem sabe...) é um passarinho
sem asas, sem bico e sem verão
que vive a vida atrás do ninho
angustiado no que chama solidão,
corre o mundo, sem parente, sem vizinho
montado no seu corpo feito alazão
carente de abraço, pão e vinho
perdido no céu, no mar e no sertão
sem saber se no incerto caminho
voa como pássaro ou avião.
(do livro “Roteiro dos pássaros – remixado”)
(do livro “Roteiro dos pássaros – remixado”)
Quinta-feira, Abril 24, 2008
trem da memória (fragmento)
Tudo foi tão de repente
diante dos meus olhos
que não houve tempo
para retornar ao corpo do menino
que brincava na calçada.
A memória viaja
- trem inútil -
e não traz as roupas
que se vestia nas tardes de domingo
e a estrada some
deixando o mundo
como um grande circo
na praça da estação.
(do livro “Trem da memória – um poema”)
diante dos meus olhos
que não houve tempo
para retornar ao corpo do menino
que brincava na calçada.
A memória viaja
- trem inútil -
e não traz as roupas
que se vestia nas tardes de domingo
e a estrada some
deixando o mundo
como um grande circo
na praça da estação.
(do livro “Trem da memória – um poema”)
caros amigos
A foxy lady
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