quinta-feira, 20 de agosto de 2009

aceno

foto David Santies

das entranhas
das terras
do solo materno
do chão do meu pai
me arrebentei numa cidade
com porta e janela
para o mar
onde meus olhos miravam outro continente
como uma lembrança...

(do livro “A paisagem e a distância”)

8 comentários:

LIVRE disse...

Sempre sentimos saudades de casa....

Nirton Venancio disse...

Eu sinto muita saudade de casa... sempre volto, mas a rua não é mais mesma... resta pouco o que de muito continua impregnado em mim.

malmal disse...

|Nirto

tenho vindo aqui te ler, hj comento.
costumo dizer que só o que e bom deixa saudade, as suas me transportaram pra algum lugar que trago na memoria sem saber pq..
em breve terei a janela,em breve terei o mar.

bijo e obrigada por taõ belos versos

Malmal

Nirton Venancio disse...

Malmal, seu comentário completa meu poema. Fique com a janela, fique com o mar.
Beijos.

Adrianna Coelho disse...


do solo materno
do chão de meu pai


Ah, Nirton... Além de estar acabando com a suadade, me deparo com esses versos...
Lindo!

beijos

Nirton Venancio disse...

Adriana, se ancore nos versos de volta pra casa...

Beijos!

rubens disse...

Até eu fiquei com saudade desse chão e desse pai-avô

Nirton Venancio disse...

Rubens! Saudade do avôrai, hem?