quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

metade



O que se vê em mim
não é o todo:
escondo gestos.
O que se sabe de mim
(ainda) não é tudo:
escondo datas
Metade que nem eu mesmo sei
mais corrói do que vive e cresce:
e silenciosamente é uma doença
(e não me esquece).

Convivo como caça e caçador
dentro de mim:
uma hora me acho
a outra não me aceita
e sou metade do rosto desenhada
a outra metade desfeita.

(do livro "Poesia provisória")

8 comentários:

Anônimo disse...

Nirton,

Lindas fotos e poemas mágicos!!

Wilson

Cris disse...

Seu blog é lindíssimo. Seus poemas e as fotos que você escolheu são extraordinários. Parabéns. Com carinho. Cris.

Dioneide disse...

Adoro esse seu poema..muito lindo!!
Aqui continua meu canto preferido da casanet..rs
Bjuu

Convivo como caça e caçador
dentro de mim:
uma hora me acho
a outra não me aceita
e sou metade do rosto desenhada
a outra metade desfeita

Luzzsh disse...

O que vejo em ti, pode não ser o todo, mas é mais que o necessário: a tua poesia em 2008. Eu quero.

Feliz ano novo! :)

Beijos, querido poeta.

Di disse...

Lembrei da música "Metade" do Oswaldo Montenegro.

Um ótimo ano pra vc! :)

Nirton Venancio disse...

Di, quando o Oswaldo Montenegro fez "Metade", também me lembrei do meu poema, que foi escrito 11 anos antes...

Nirton Venancio disse...

Luzz, fiquemos a poesia... beijos!

Anônimo disse...

Belo poema! aliás, belos poemas.
virei mais vezes aqui. um abraço.