segunda-feira, 1 de maio de 2006

pronominal

foto Marin

É preciso
que nossos dedos se enlacem
sem necessariamente
que nós em nós se passem.

É preciso
que num eclipse eu desapareça
sem que lhe abandone
e quando a lua passar você me esqueça.

É preciso
que eu tenha seu prenome
sem que lhe substitua
quando assinar embaixo o seu sobrenome.

Por certo:
ninguém ama por decreto.

(do livro “Poesia provisória”)

6 comentários:

Lela disse...

É fato, niguém ama por decreto... Melhor assim, né? Amor espontâneo Amor! Daí, amarmos e não sermos amados, sermos amados e não amarmos... mas, eis o exercício do amor! Belo, Nirton!
Bju de terça-feira pr'ocê!

Aerodrama disse...

Muito bom!!!
"ninguém ama por decreto" adorei essa frase!!!!

Um grande abraço,
Aerodrama.

Claudio Eugenio Luz disse...

Cativo que sou de seus poemas, julgo com o coração; sem dúvida, é preciso tecer essa força.Como sempre, você retira meus pés do chão e me traz de volta a realidade.

hábraços

claudio

Dioneide Costa disse...

"Por certo:
ninguém ama por decreto."

abraços

Sayô disse...

beijo pra vc Nirton.
amar pela simples escolha de amar

Lela disse...

Um bju por decreto!