quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

afluente

foto Christian Coigny

Na minha terra
há também um rio.
Um rio
que corta minha cidade
que corta minha vida
que corta este poema.

Ele vem
vai
e vem
com suas enchentes
(as enchentes
na cidade
as enchentes
na minha vida
as enchentes
neste poema
- quando não resisto mais

às lembranças,
às represas,
aos mergulhos).


(trecho do livro “Trem da memória - um poema")

6 comentários:

Dora disse...

Na minha terra também tem um rio...que corta a cidade e é cheio de pontes...
E seu poema me fez ter orgulho do meu rio, porque ele guarda as mesmas proezas do seu rio, apesar de meus versos não as contarem tão bem como os seus contam...
Beijos, moço poeta.
Dora

Luzzsh disse...

Corta, inclusive a minha vida.

Transpassa. Mas não passa.

Beijos, Nirton...boa semana...

LIVRE disse...

saudades de passar por aqui, da sua terra, do seu rio.....um beijo

Nirton Venancio disse...

Dora, com certeza seu rio é bom de se banhar de poesia...

Nirton Venancio disse...

Kuzz, se corta, se transpassa, já valeu o banho no rio.

Nirton Venancio disse...

Karla, passe sempre por esse rio...