terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

anônimo

foto Nicholas Davies

Eu nunca deixo pistas dos meus pecados.
Escondo meus delitos
e deixo a condenação para a volta.
Estou muito apressado.


Eu nunca deixo atalho
para me descobrirem:
prefiro o próximo encontro
com o que encontrar próximo aos meus olhos.

Eu nunca deixo traços dos meus planos.
Deixo o resultado de tantos enganos
como pudesse ser também seu
aquilo que foi somente meu.

Não passo procuração para sentimentos
enquanto viajo para lugar desconhecido.

Este poema pode me custar a vida.
Pode me custar os amigos.
E me gostarem os inimigos.

Mas não deixarei rascunho dos meus reversos.


(do livro “Poesia provisória”)

8 comentários:

Transe Teatro disse...

Axé!!!

Nirton Venancio disse...

ô, meu caro, axé também!

Selma Santiago disse...

Nirton, meu amigo, você cada vez surpreendente. Belo poema.

Afonso C. disse...

!!!!!!!!!!!

Cris disse...

Vou deixar as minhas pistas para você me seguir. Lindo demais o poema.

Nirton Venancio disse...

Afonso: !!!!!!!!!!!

Nirton Venancio disse...

Selma, feliz por lhe surpreender!

Nirton Venancio disse...

Cris, minha amada, eu vivo lhe seguindo e amando...