quinta-feira, 15 de setembro de 2005

vespertino

foto David Fokos

Dói
este cotidiano gesto
de ser poeta
e explorar as tardes
com seus terrenos e suas nuvens.

As tardes
(que chegam cedo)
se diluem
lentamente
em mormaço
e solidão
ao longo (e bem dentro) das retinas
acesas.

Fica do lado de cá
a lembrança do dia
com sua poeira e seus passos
sobre
o coração.

(do livro "Poesia provisória")

4 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

Ecléa Bossi tem um livro soberbo sobre memórias e lembranças. Sempre penso no motivo de selecionarmos determinados momentos e não outros; instantaneos que, no final das contas, constituirá o que somos.

hábraços

Nirton Venancio disse...

Cláudio,
o livro da Ecléa Bosi é "Memória e sociedade - Lembranças de velhos"?

Claudio Eugenio Luz disse...

Isso mesmo,Ecléa Bosi "Memória e sociedade - Lembranças de velhos"?. Na pressa, vc sabe...

Cris disse...

Adoro ler seus poemas, são lindos, dão uma paz. Parabéns, beijinhos.