quarta-feira, 5 de abril de 2006

parecer

foto Marília Campos

Pode ler
pode guardar
pode rasgar.

Tenho versos para todos os desgostos.

(do livro “Poesia provisória”)

3 comentários:

Claudio Eugenio Luz disse...

Ler, guardar; porém, jamais rasgar!Gostei do trocadilho no final.

hábraços em greve(aqui, em são paulo - professores da rede municipal)

claudio

Dioneide Costa disse...

Pode tudo!! rs

Lembrei agora de um poema de Manuel Bandeira....

Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo
que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador
Político Raquítico Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos
secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare -
Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

O poeta é semrpe um pássaro que vôa...

e como diz Claudio
habraços
( desculpe o tamanho da postagem..rss)

Nirton Venancio disse...

obrigado aos dois fiéis leitores dos meus poemetos... Habraços, Cláudio e Dioneide!