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quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

escritores à beira de mais um sonho


sobre viver

I
só escaparemos se conversarmos
se sentarmos
à mesma mesa
e trocarmos olhares
como amigos
ou como sobreviventes.
viver
(não se sabe)
é mais um sonho
mais um ofício...
modelar o dia
atravessar a noite
(não se sabe)
carece de sonho
tem jeito de ofício...
sonhar
(não se sabe)
é coisa de ofício
ou o ofício nada vale
- é apenas um sonho?
Poema do meu livro em preparação A paisagem e a distância – escritos sobre Brasília.
Na foto, à mesa e sobrevividos, os escritores Lima Trindade, Noélia Ribeiro, eu, Nicolas Behr, Alcina Behr, Alex Cojorian, Marcelo Frazão e Wilton Rossi.
Bar Beirute, 107 Norte, Brasília, depois de um dia modelado, atravessando a noite nesta “cidade que foi feita para impressionar os arqueólogos do futuro”, como digo em outro verso.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

tempos afora


Outro dia me alegrei com uma citação que o cineasta Petrus Cariry fez ao meu filme, Um cotidiano perdido no tempo numa entrevista ao site SobreCinema.


Hoje, nesta manhã seca de quinta em Brasília, banho-me de mais contentamento ao ler a crônica do escritor Nilto Maciel em seu blog Literatura Sem Fronteiras, sobre nossos encontros e desencontros tempos afora.