Mostrando postagens com marcador vídeos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vídeos. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de novembro de 2020

noutras asas


Minha voz chifrim e talvez ainda uma timidez interiorana, impedem-me de ficar à vontade para dizer meus poemas. Por sorte, tenho amigos que fazem leituras, cada um a sua maneira, cada um como sente, cada um como loteasse um pedaço do meu coração onde o poema nasceu. Isso é bom. Do lado de cá, vejo o meu poema sendo do outro. Vejo como não via. Descubro o que dele não sabia. E é sempre um complemento, uma continuação. Por isso, minha poesia é, como diz o título do livro, provisória.

O poema Asas foi lido por tantas pessoas queridas, tantas vozes, tantos jeitos. Acolho todos. Foi também musicado e interpretado pelo cantor
Rubi
, e será gravado em disco.
Neste domingo ainda pandêmico recebo o dizer de
Meire Viana
, poeta, de Fortaleza. Um voo no isolamento. Gratidão, cara amiga. Uma fartura de abraços!
Do livro Poesia provisória, 2019
Editora Radiadora

sábado, 26 de setembro de 2020

asas

Tirem-me a roupa
o chapéu contra o sol
tirem-me até os braços
as pernas
tampem-me os olhos
mas não tirem as asas
que criei pra mim

tirem-me o domingo
a manhã contra a noite
tirem-me até os feriados
os dias santos
rasguem os calendários
mas não tirem o tempo
que criei pra mim
tirem-me os lábios
o beijo contra o gelo
tirem-me até a voz
o delírio
adormeçam o sexo
mas não tirem o coração
que criei pra mim
- poema do meu livro ©Poesia Provisória, publicado pela
Editora Radiadora
, Fortaleza, 2019
- musicado e interpretado por
Rubi
, São Paulo, 2020

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

poema vivo

O poeta, escritor e jornalista paulista Ademir Assunção é uma das maiores expressões da literatura brasileira contemporânea. Com 14 livros publicados, entre eles “A voz do ventríloquo, Prêmio Jabuti de 2013, é também parceiro em composições com Itamar Assumpção, Edvaldo Santana, Zeca Baleiro, e suas incursões literárias-musicais revelaram uma singular linguagem multimídia em apresentações com a banda Buena Onda Reggae Club nas noites paulistanas.
Em 2017 tive a honra de somar com ele a mesa de debate com o tema “Canção e Literatura: O Legado de Bob Dylan”, incluída na programação da XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, ainda dentro do clima do Nobel de Literatura concedido ao bardo de Minnesota.

Ademir Assunção, isolado entre livros e lives nesse período sombrio de pandemia no ar e pandemônio no país, produz necessárias leituras de poemas seus e de outros poetas. Já somam quase cem edições. É uma respiração que oxigena a esperança a cada noite.
Hoje tive a alegria de ver e ouvir o meu poema O morto, do livro Poesia provisória, publicado pela Editora Radiadora, em 2019.
Gratidão, caro Ademir. Sua leitura com os monges do Maitri Vihar Monastery entoando mantra, diz o poema, dá alma ao poema, continua o poema.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

o morto

Shirlene Holanda diz com o coração o meu poema O morto, publicado no livro Poesia provisória, Editora Radiadora, 2019.
Leitura tocante, necessária, oportuna.
Cada palavra dita como uma lágrima de cada verso estendido.
Sua voz e a Missa em Si Menor de Bach fizeram do poema uma prece, um réquiem para os 100 mil mortos.
Gratidão pela beleza da leitura, querida amiga. Apesar da dor.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

armadura

O lado
de
dentro
do
corpo
do
poema
na
leitura
de
Natercia Rocha.

Gratidão, amiga,
no
Dia
do
Amigo

domingo, 24 de maio de 2020

Viveiro

Meu  poema pelo coração de um amigo. Gratidão, Nivan Teixeira!
"e traço sereno / os moldes de minha pele"

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Asas

Caro poetamigo Alan Mendonça, editor do meu livro, o poema "Asas" voa mais alto com sua leitura. Imensa gratidão.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

navegante

música Alan Morais
letra Nirton Venancio


o sul, o sal, o sol de tua pele