IV
(Os poemas aqui publicados estão registrados na Biblioteca Nacional. Podem ser reproduzidos desde que mencionados a fonte e o autor)
sexta-feira, 23 de dezembro de 2022
migrante
IV
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
sábado, 9 de outubro de 2010
sentido
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sobre viver
se sentarmos
à mesma mesa
e trocarmos olhares
como amigos
ou como sobreviventes.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
longe
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
aceno
domingo, 16 de novembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
a paisagem e a distância (fragmento)
foto Nelson Konna história de
um homem?
não se sabe ao certo
como não se explica
por que esse homem respira
e o que alimenta
tantos desejos
a cidade
(no final das contas
e das ruas)
é mistura confusa
de susto e alívio
que abraça e larga
nossa carne
como quem ama e desaparece
apesar dos desenhos
que orientam o presente
a cidade
é o mistério
sobre a cabeça dos homens
que caminham sobre passos
novos a cada desejo
grandes a cada abraço
profundos a cada vontade.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
migrante
em que acreditar
além da cidade onde queremos morar
e em sua direção
afivelamos nossas malas
(com roupas e retratos)
enchemos nosso peito
(de esperança e saudade)
abrimos nossos olhos
(de horizonte e espanto)?
em que acreditar
nessa (qualquer) cidade
construída de concreto e traços
além da argamassa dos nossos sonhos?
mas se na cidade
cabe a pedra
cortada em mil pedaços sobre a solidão
caberá (muito mais)
a nossa vontade
solta em muitos corações e braços
povoando a paisagem e a distância.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
quinta-feira, 10 de maio de 2007
sobre viver
se sentarmos
à mesma mesa
e trocarmos olhares
como amigos
ou como sobreviventes.
(do livro “A paisagem e a distância”)
sábado, 12 de agosto de 2006
sobre viver
se sentarmos
à mesma mesa
e trocarmos olhares
como amigos
ou sobreviventes.
(do livro “A paisagem e a distância – poemas sobre Brasília e outras viagens”)
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
sobre viver
só escaparemos se conversarmos
se sentarmos à mesma mesa
e trocarmos olhares
como amigos
ou sobreviventes.
(do livro “A distância e a paisagem – Brasília e outras viagens”)
domingo, 13 de novembro de 2005
migrante
I
em que acreditar
além da cidade onde queremos morar
e em sua direção
afivelamos nossas malas
(com roupas e retratos)
enchemos nosso peito
(de esperança e saudade)
abrimos nossos olhos
(de horizonte e espanto)?
em que acreditar
nessa (qualquer) cidade
construída de concreto e traços
além da argamassa dos nossos sonhos?
mas se na cidade
cabe a pedra
cortada em mil pedaços sobre a solidão
caberá (muito mais)
a nossa vontade
solta em muitos corações e braços
povoando a paisagem e a distância.
II
o que faz uma cidade crescer
sob o sol
sobre o peito
dentro do homem?
o que faz um homem crescer
sob o sol
com dor no peito
dentro da cidade?
III
o que é uma cidade
na história de
um homem?
não se sabe ao certo
como não se explica
por que esse homem respira
e o que alimenta
tantos desejos
a cidade
(no final das contas
e das ruas)
é mistura confusa
de susto e alívio
que abraça e larga
nossa carne
como quem ama e desaparece
apesar dos desenhos
que orientam o presente
a cidade
é o mistério
sobre a cabeça desses animais
que caminham sobre passos
novos a cada desejo
grandes a cada abraço
profundos a cada vontade.
(do livro “A paisagem e a distância – Brasília e outras viagens")
sexta-feira, 30 de setembro de 2005
longes
o mar existe
para algum porto
ser avistado.













