sexta-feira, 27 de setembro de 2019

metade



Meu corpo é a única coisa que tenho
                                                            que é nada               
                                          e como suicida
         luto contra moinhos, tempestades e solidão
                                                                  que é tudo.

Escondo-me nesta armadura de ossos, carne
                                                       e vestimentas
               e espio a vastidão do mundo pelos buracos dos olhos
                                              como quem espia lugares estranhos
                                                                                                infinitos
                                                                                            perigosos.

Meu corpo é a única coisa que tenho
para carregar o pretexto da alma.
É magro, feio e escandaloso
                                    o corpo
mas é única coisa que tenho
para caminhar pelo tempo e pelos sertões.

Garantia não tenho
se o meu corpo é forte e frágil ao mesmo instante
se me sujeito ao abismo
                        ao chão
                        à poeira
se estou marcado para me tornar saudade
                                                              lembrança
                                                         e fotografias
e minha história não terá mais
um cavalo para montar
e serei uma estátua invisível no espaço.
                
Garantia não tenho de nada
                                          nada
não levarei escondido no bolso
nenhuma semente
nenhum suspiro
nenhum gesto
pois tudo é podre
                    condenável
                    consumível.
Só é garantido o mais difícil:
                           a miragem na imensidão
                           o que se supõe ao longe
                           o completo mistério
para se chegar até lá
não se sabe com que corpo
não se sabe com que asas
não se sabe.


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

arqueologia dos afetos

Numa tarde de um dia qualquer, mas especial, do comecinho dos anos 80, em Fortaleza, o meu amigo compositor Ricardo Augusto entra na sala de audiovisual da Centro de Referência Cultural, da Secretaria de Cultura, onde eu trabalhava, com um violão e o cantor Lucio Ricardo. O órgão estadual ficava nos andares da Biblioteca Pública Menezes Pimentel, hoje integrada arquitetonicamente ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

De um janelão, eu via os históricos galpões da antiga área portuária, o centenário prédio da Alfândega (hoje Caixa Cultural)... Meus olhos de planador sobrevoavam os telhados, chegavam à praia de Iracema e se perdiam no mar... Assim, os primeiros versos do meu poema Ventania foram paridos nessa brisa vespertina.

Passei meses com os rascunhos no bolso, sempre mexendo quando alguma palavra precisava ser tirada, alguma pontuação precisava melhorar o ritmo da leitura. Convivendo com o poema antes de escrevê-lo, como ensinava Drummond. Finalizado, foi publicado no meu primeiro livro, Roteiro dos pássaros. E nele Ricardo Augusto leu, e musicou, num dos mais belos e gratificantes encontros de verso e melodia. Cantou para mim com sua voz de Beto Guedes em Albey Road e me desmanchei em alegria. Não sou letrista, e o poema se fez canção.

Pois naquela tarde Ricardo adentra a sala com Lucio Ricardo para gravar a composição. Ele, o bandleader de voz única da lendária banda de blues e rock Perfume Azul, que eu “perseguia” na adolescência nos shows na década de 70. E de forma empolgante e artesanal, gravamos num dinossáurico AKAI, em fita de rolo BASF, ¼ de polegada, um canal, Lucio cantando Ventania e Ricardo ao violão.

Em 2013, a cantora Mona Gadelha grava a música em seu disco Cidade blues rock nas ruas, num arranjo coletivo belíssimo de estúdio, com a produção de Alexandre Fontanetti. Ela, a minha musa do blues e da cor dos meus sonhos, que eu “perseguia” nos shows do IBEU e da arena da CREDIMUS.

Como se não bastasse a versão blues-standard-banquinho-e-violão de Lúcio Ricardo, Mona me presenteia com sua interpretação visceralmente mergulhada na letra e melodia, sua voz desenhando meu canto feminino sobre o mar.

O poema é uma tentativa de reflexão existencial, tão comum, e necessária, na inquietação e perplexidade que inspiram os poetas em seus primeiros rabiscos. Ricardo Augusto vestiu com melodia uma letra sem rima, que se destinava ali mesmo na limitação de um poema num livro. Lucio Ricardo e Mona Gadelha despiram a alma do poema com suas interpretações únicas.

E assim se marcam os encontros que o universo trama, cristalizam os afetos que “estendem os braços / como se fossem mágicos”, como digo em um verso.

No ano de lançamento do disco de Mona Gadelha, o cineasta Valdo Siqueira concebeu e dirigiu o clipe de Ventania (já postado aqui, https://youtu.be/dl0AzBBaxIk). E mais uma vez, como se não bastassem Ricardo, Lúcio e Mona, o cinema, que é igualmente minha praia lírica, dá mais um corpo a um poema-que-se-tornou-música-imagem. Valdo, como um Dziga Vertov na praia de Sabiaguaba, expressa com sua câmera a sinestesia dos versos que “atravessam o mar / como se fossem pássaros”.

O músico Kildare Rios posta nesta manhã de sexta-feira, em seu canal no Youtube, o clipe da gravação do neolítico áudio de Lúcio Ricardo, criando e mixando afetuosamente em estúdio os arranjos, colando digitalmente imagens que ele vê na letra. E assim, mais uma vez, como se não bastassem Ricardo, Lúcio, Mona e Valdo, Kildare dá um corpo carinhosamente singelo de um poema que nunca pensou em ser canção.

A ventania ficou calmaria nos corações entrelaçados.

Gratidão a vocês.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

malogro

"Somente hoje recebi seu livro, Nirton Venancio. Que coisa danada de linda! Obrigada!"
- Érica Florêncio
livro Poesia provisória
Editora Radiadora, 2019

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

poesia na madrugada

"Devorei 'Poesia provisória' madrugada a dentro... certamente ao amanhecer estarei pleno de poesias permanentes em meu coração. Gratidão, querido amigo, pelo livro e por excesso de levezas insustentáveis em palavras eternas."🙏🏻

- Rogério Soares, cantor, compositor

domingo, 25 de agosto de 2019

lirismo

XII Bienal do Livro do Ceará
16 a 25 de agosto

"Meu irmão, acabei de ler tua 'Provisória poesia', permanente!
Feliz demais de conhecer teus versos, e poder ser marcado pelo teu lirismo seco.
Gratidão, Nirton"

- Mailson Furtado, poeta, Prêmio Jabuti 2018

admiração e afeto recíprocos

XIII Bienal do Livro do Ceará
16 a 25 de agosto

"Não tenho dúvida (e não é de hoje) que esse é um dos maiores poetas brasileiros vivos. Nirton Venancio, sua poesia não é provisória."
- Aila Sampaio, poeta, contista, cronista, professora de Português e Literatura da Unifor

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

lírica

“Língua tão lírica, tão exatamente rica, que não dá vontade de sequer se tentar explicar essa tão conseguida beleza, mas de simplesmente desenhá-la do mesmo modo em que ela foi escrita...”
- Carlos Emílio C. Lima, escritor, trecho do prefácio de Poesia provisória, Nirton Venancio
Editora Radiadora, 2019

À venda no estande QuadraBienal - Editoras Independentes e Autopublicação, da Livraria Lamarca
XIII Bienal do Livro do Ceará
16 a 25 de agosto

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

poesia na Bienal

XIII Bienal do Livro do Ceará
16 a 25 de agosto

Poesia provisória, Nirton Venancio 
Editora Radiadora, 2019

Após o lançamento no Espaço Natercia Campos, o livro encontra-se no estande QuadraBienal - Espaço para Editoras Independentes e Autopublicação, da Livraria Lamarca

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

lançamento na Bienal


crase


Ameaçam-me 
atear fogo
às vestes e às paixões

se não calo o canto
se não sigo as setas
se não cesso os beijos

isso quando mais ardem
fora e dentro de mim
as vestes e as paixões.

Jogo meu corpo 
em praça pública,
jogo minha alma
em graça pública.

Por isso,
dobro o canto,
e bêbado de beijos,
não me dobro às setas.

reconstruir as nuvens

"Caro Nirton,
Tenho em mão o seu "Poesia provisória', um verdadeiro Rubaiyat de lirismo encantador.
Nele encontrei preciosas imagens de profundo significado sentimental: Esse trabalho de 'resgatar o luar'. 'O pássaro solto no coração'. Essas imaginações de 'ponte entre a saudade e a esperança', esse 'amor que insiste num porto de mar' para a navegação do sentimento. 'As tardes que se diluem em mormaço e solidão'. O momento de flutuação serena que 'conduz ao sempre'. O dom de 'escrever poemas para atravessar os dias', 'reconstruindo as nuvens' da ausência e 'o gosto eterno de cada instante'.
Que agradável ocasião de reviver as expressões mais belas da sua alma de grande artista da palavra!"
- Marcio Catunda, poeta
Meu caro Marcio, seu precioso comentário com a menção ao 'Rubaiyat' de Omar Khayyam, é muito gratificante🙏

sábado, 10 de agosto de 2019

bússola

O que pressinto
me guia.
O que aparece
desconfio.

O que desejo
me norteia.
O que sugere
me previno.

O que choro
me revela.
O que sorrir
me resguardo.

O que escrevo
me entrega.
O que apago
me devolve.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

bagagem

Dentro de mim
cabe uma cidade
outra cidade
e mais uma cidade...

dentro de mim 
cabe o universo 
e mais o vilarejo onde nasci.

domingo, 21 de julho de 2019

poesia na cidade

"Meu irmão, acabei de ler tua 'Provisória poesia', permanente!
Feliz demais de conhecer teus versos, e poder ser marcado pelo teu lirismo seco.
Gratidão, Nirton"

- Mailson Furtado, Prêmio Jabuti de Poesia 2018
Meu caro Mailson, sua leitura é meu prêmio Jabuti. Gratidão!

sexta-feira, 19 de julho de 2019

turnos da poesia

"Um dos meus deleites, no meu quarto, é recitar poesias deitado na cama, antes de dormir. Procuro fazer ecoar as palavras de modo a encontrar a sonoridade delas; sua musicalidade nas frases e adequá-las ao sentido que elas parecem revelar.
Meu amigo e poeta Nirton Venancio publicou este ano mais um de seus livros de poesias: 'Poesia Provisória', da Editora Radiadora.
São versos de uma clareza, de uma espontaneidade que parece ter sido cautelosamente pensados e sentidos.
As emoções do poeta que revelam uma solidão com riso n’alma.
Percebe-se que há uma vontade dele brincar com a 'forma' das palavras, embora o sentimento deve exprimir a ideia de cada estrofe num tema proposto dos insights que tocaram o autor, exigindo do poeta a autenticidade daquelas palavras ao conteúdo do tema que elas brotaram com vidas próprias. Tive a liberdade de recitar uma, de tantas que me afinei."
Fernando Rocha, antropólogo

segunda-feira, 8 de julho de 2019

crase

Ameaçam-me 
atear fogo
às vestes e às paixões

se não calo o canto
se não sigo as setas
se não cesso os beijos

isso quando mais ardem
fora e dentro de mim
as vestes e as paixões.

Jogo meu corpo 
em praça pública,
jogo minha alma
em graça pública.

Por isso,
dobro o canto,
e bêbado de beijos,
não me dobro às setas.

- do meu livro Poesia provisória, lançado em fevereiro em Fortaleza, Livraria Lamarca, março em Sobral, Livraria Pensar, abril em Brasilia, Bar Beirute, e junho na 35ª Feira do Livro de Brasília.
Próximos lançamentos:
- XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará, agosto 
- II Festival Letras & Músicas em Pacatuba, CE, setembro

À venda:
- Livraria Lamarca, Fortaleza, Av. da Universidade, 2475 
- Livraria Pensar, Sobral, CE, North Shopping Sobral 
- Embaixada da Cachaça, Fortaleza, Rua João Brígido, 1245
- Editora Radiadora / Alan Mendonça, 85-999442220, também 
whatsApp
- Diretamente com o autor pelo e-mail nirtonvenancio@gmail.com

segunda-feira, 1 de julho de 2019

por conta própria

Da capa criada pelo arquiteto, desenhista e compositor Fausto Nilo, passando pela epígrafe de Luigi Pirandello, mergulhando no prefácio sinestésico do escritor Carlos Emílio C. Lima, o meu livro Poesia provisória reúne uma produção de mais de vinte anos de versos guardados e reescritos, dividindo as páginas em quatro partes com temas sobre o ser-poeta, "Explorar as tardes", o existencial, Reconstruir as nuvens, o verbo amar, Coração sitiado e o fazer-poesia, Página em branco, capítulo final que simetricamente liga-se ao primeiro, numa proposta conceitual de que a poesia é urgente, mas o poema não tem pressa.

Publicado de forma independente, o livro encontra-se à venda:
- Livraria Lamarca, Fortaleza, Av. da Universidade, 2475 
- Livraria Pensar, Sobral, CE, North Shopping Sobral 
- Embaixada da Cachaça, Fortaleza, Rua João Brígido, 1245
- Editora Radiadora / Alan Mendonça, 85-999442220, também 
whatsApp
- Diretamente com o autor pelo e-mail nirtonvenancio@gmail.com

sexta-feira, 28 de junho de 2019

o olhar de uma poeta

"Semana passada tive a felicidade de ganhar um presente muito especial, chamado 'Poesia Provisória', do escritor de múltiplos talentos - Nirton Venancio. Que apropria-se da arte de escrever, como uma lavrador que semeia sua terra. Respeitando a pausa do poema, assim como de todo o processo de criação.
Descreve cores temporais com maestria. Perceber é uma das palavras-chave da obra, das que nos atentam que o sentido da vida é o próprio ato de sentir. É infinito, o mundo das palavras. Torna-se imortal, quem dentro deste mundo firma seu valor. Ao falar da solidão: me remete a solidão das metrópoles (repletas de produtos de última geração, pessoas caminhando entre si completamente desconectadas umas das outras, sentindo aquele frio-vazio-saudosista de um fim de tarde que faz lembrar pai ou mãe que já partiu. Li 'Asas', ouvindo Nina Simone, percebo mais ainda a delicadeza da mímica presente em um dos poemas de Nirton, que transforma a dor em saudade em apenas 5 versos. Em 'Malogro', descreve inutilidades urgentes, necessárias, emergentes. Lembrei de Manoel de Barros.
O poeta caminha de mãos dadas com o tempo, transforma 'cada dia' em unidade de grandeza (genial!). 'Lembramos o tamanho do morto e choramos o tamanho que falta'... me fez lembrar que quando o fogo é fátuo, a saudade arde dos dois lados. Nirton narra a ausência com serenidade, delicadeza e maturidade. Guarda seus afetos no relicário do peito e em seguida os doa, aos seus leitores, aos seus amigos e aos seus amores. Reparte-se em mil e múltiplo de si, descreve a saudade, a distância, a ausência, a solidão, o desalento, e para finalizar... o exílio.
Sobre o livro? Dá pra sentir o amor que existe dentro dele. A poesia é provisória, mas a leitura urgente! Recomendo demais!"
- Carolina Capasso, poeta

sexta-feira, 21 de junho de 2019

feriado com poesia

gratidão, cara amiga Marcelina Acácio, por ler/reler minha poesia. Meus versos em boa companhia.

sábado, 15 de junho de 2019

terça-feira, 11 de junho de 2019

poesia na aldeia

"Receberei um abraço em cada verso, desejo do autor em dedicatória a mim.
Quem me aproximou do Nirton Venâncio foi uma de suas paixões, o cinema, através de seu longa-metragem em andamento Pessoal do Ceará - Lado A Lado B, cujo conteúdo minha pesquisa na Universidade de Brasília tangencia.
Pois que me chega o livro do Nirton Venancio, que teve poemas musicados pelos seus conterrâneos cearenses Mona Gadelha e Ricardo Augusto, artistas que ouço de longa data.
Uma parceria envolvendo os três, interpretada por Mona e musicada pelo Ricardo, esteve numa das edições do Programa Aldeia Do MUNDO.
É poesia-roteiro-canção, dessas que nos afetam no vivido como ampliação do porvir.
Obrigado, querido Nirton!"
Magno Córdova, professor, historiador

lançamento na Feira


segunda-feira, 10 de junho de 2019

trilha das artes

"Versos de sentidos iluminados. Animalidade. Provisoriedade. E toda a multiplicidade do poético estão contidas no universo literário de Alberto Bresciani e Nirton Venancio. Nessa semana, eles lançam, respectivamente, seus livros Fundamentos de Ventilação e Apneia (Carpe Diem, 11/06, 19h) ePoesia Provisória (Feira do Livro de Brasília - Estande do Autor 1, 12/06, 16h). Seus rebentos são o assunto do Trilha das Artes desse fim de semana. Quem é de ouvir, venha! Vamos ler algumas de suas poesias. Poesias com P maiúsculo. Homens em conexão. Poetas em ação!"
- André Amaro, Rádio Câmara, Brasília

quinta-feira, 6 de junho de 2019

sexta-feira, 31 de maio de 2019

bagagem

Dentro de mim
cabe uma cidade
outra cidade
e mais uma cidade...

dentro de mim 
cabe o universo 
e mais o vilarejo onde nasci.

Do meu livro Poesia provisória, Editora Radiadora, 2019
arte design Enzo Venancio

convite da Feira


poesia na Feira

Poesia provisória, Editora Radiadora, 2019, foi selecionado para lançamento na 35ª Feira do Livro de Brasília – FeLiB, na programação Espaço do Autor, dia 12 de junho, às 16h.
Realizada pela Câmara do Livro do Distrito Federal-CLDF, e executada pelo Instituto Latinoamerica, a Feira acontecerá entre os dias 6 a 16, no Complexo Cultural da República.
O poeta e editor Alan Mendonça, o arquiteto, desenhista e compositor Fausto Nilo, autor da capa, o escritor Carlos Emílio C. Lima, que escreveu o prefácio, as poetas Suzana Vargas e Rayanne Stec, a cantora e compositora Mona Gadelha, o compositor Ricardo Augusto e o cantor e compositor Gildomar Marinho, que escreveram textos para o orelha do livro, estarão de certa forma presentes no evento, em minha alegria, em cada página, em cada poema.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

terça-feira, 28 de maio de 2019

armadura

"Meu corpo é a única coisa que tenho
para carregar o pretexto da alma.
É magro, feio e escandaloso
o corpo
mas é única coisa que tenho
para caminhar pelo tempo e pelos sertões."

-Versos do poema Armadura, inserido no capítulo Reconstruir as nuvens do meu livro Poesia provisória, 2019.
Publicado de forma independente pela Editora Radiadora, foi lançado em fevereiro em Fortaleza (Livraria Lamarca, Embaixada da Cachaça, Abaete Bt), em março, Sobral (Livraria Pensar) e abril, Brasília (Bar Beirute).
O livro estará disponível na 35ª Feria do Livro de Brasília (junho), XIII Bienal Internacional do Livro do Ceará (agosto) e II Festival Letras e Músicas de Pacatuba, CE (setembro).
À venda:
-Livraria Lamarca e Embaixada da Cachaça
-Editora Radiadora / Alan Mendonça, 85-999442220
-Diretamente com o autor, in box nesta página ou nirtonvenancio@gmail.com

quinta-feira, 23 de maio de 2019

quando o carteiro chegou

"Às voltas com o chuchu ao molho branco, o carteiro adentra nossa casa com meus livros! Nirton Venancio, poeta que descobri no Instagram e que já é um QUERIDO. Uma dedicatória tão afetuosa e quando abro ao léu: O AFETO é o nome da lindura de poema que já ganhou a 'orelha' que marca minhas predileções! (O dia ficou mais leve...)"

Gratidão ao afeto com chuchu ao molho branco da amiga Clarice Junqueira, de Palhas, Paraíba do Sul, litoral fluminense.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

entre o real e o imaginário

"Como sempre uma poesia refinada e precisa, com um diálogo sutil entre o real e o imaginário. Um belo livro, de muita sensibilidade."
- Rosemberg Cariry, escritor, cineasta
Editora Radiadora, 2019
Coordenação Editorial: Alan Mendonça
Desenho da capa: Fausto Nilo
Prefácio: Carlos Emílio C. Lima
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica

À venda:
-Livraria Lamarca, Fortaleza, CE
-Livraria Pensar, Sobral, CE
-Embaixada da Cachaça, Fortaleza
-Editora Radiadora / Alan Mendonça 85-999442220
-Diretamente com o autor, nirtonvenancio@gmail.com. Envio pelos Correios.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

parecer

"Poeta, cineasta e resistente, o amigo Nirton Venancio e sua 'poesia provisória' atendem aos mais variados gostos e desgostos. Interessada? Interessado?"
- Rapha Dorsa, cineasta
Poesia provisória, Editora Radiadora, 2019

quinta-feira, 9 de maio de 2019

poesia e vinho

"Olá, Nirton, meu irmão! Vou me deleitar com dois os objetos sagrados: teu livro e minha taça. Iniciarei definitivamente naquele que chamou Provisória. Mas tenho a impressão que depois lê-lo permanecerá em mim 'Poesia provisória definitivamente'. Grande fraterno abraço!"
- Jorge Cabral, autor do livro Belchior: A história que a biografia não vai contar.

terça-feira, 7 de maio de 2019

manhã de sol

"'Poesia provisória' de Nirton Venancio, linhas de sentimentos duradouros. Maravilha de leitura numa manhã de sol."

Maurício Rolo, fotógrafo

escafandros

"poesia provisória (escafandros no mar de ira)
Enquanto o país diariamente vem sendo destruído, a publicação de livros nos salva e nos prepara para um embate maior.
O livro poesia provisória, do poeta e cineasta Nirton Venancio, chega num tempo de ódio declarado no Brasil.
Os poemas de Venancio são escafandros para suportar o mar de ira que virou o nosso sítio continental.
A poesia provisória de Venancio é uma fenda de salvação para suportar a barbárie.
O leitor encontrará um varal de poemas trabalhados com engenho e pathos.
Viva a delicadeza de cada palavra trabalhada com maestria de artífice.
Aqui é o leitor que irá dirigir o seu próprio filme ao atravessar as páginas da poesia provisória de Nirton Venancio.
Evoé
Axé
Evoeros."
Paulo Kauim, poeta

quinta-feira, 2 de maio de 2019

domingo, 28 de abril de 2019

por conta própria

Da capa criada pelo arquiteto, desenhista e compositor Fausto Nilo, passando pela epígrafe de Luigi Pirandello, mergulhando no prefácio sinestésico do escritor Carlos Emílio C. Lima, o meu livro Poesia provisória reúne uma produção de mais de vinte anos de versos guardados e reescritos, dividindo as páginas em quatro partes com temas sobre o ser-poeta, Explorar as tardes, o existencial, Reconstruir as nuvens, o verbo amar, Coração sitiado e o fazer-poesia, Página em branco, capítulo final que simetricamente liga-se ao primeiro, numa proposta conceitual de que a poesia é urgente, mas o poema não tem pressa.
Publicado de forma independente, o livro encontra-se à venda:
- Livraria Lamarca, Fortaleza, Av. da Universidade, 2475 
- Livraria Pensar, Sobral, CE, North Shopping Sobral 
- Embaixada da Cachaça, Fortaleza, Rua João Brígido, 1245
- Editora Radiadora / Alan Mendonça, 85-999442220, também 
   whatsApp
- Diretamente com o autor pelo e-mail nirtonvenancio@gmail.com

terça-feira, 23 de abril de 2019

mais gratificante

"Leitura finalizada✔️❤️ 117 páginas de pura excelência poética ❤️ No dia mundial do livro e direitos do autor venho relatar como estou fascinada pela forma como estes poemas foram criados. Obrigada pelo presente, Valdi Ferreira Lima, e obrigada por compartilhar seu talento e dom com as pessoas: Nirton Venancio 👏🏾👏🏾👏🏾👏🏾
Indico demais essa leitura. Quem tiver interesse, o livro está disponível para compra na livraria Pensar, no Sobral Shopping 😊📖"

- Beatriz Neves, estudante, Sobral, CE

É um sentimento enorme de gratidão receber uma mensagem dessa no Dia Mundial do Livro. Beatriz é uma jovem estudante do Ensino Médio, tem 17 anos, leitora voraz, pesquisadora. Há dias que são esperanças, que nem sempre a juventude é só bela e adormecida. Está acordada e atenta com a beleza do coração.

gratificante

Beatriz Neves, uma jovem estudante da cidade Sobral, CE, que no Instagram assina como @aureasnows, sempre posta poemas do meu livro Poesia provisória, lançado em fevereiro deste ano. É gratificante chegar em versos aos corações das pessoas. Há dias que são esperanças.
A quem interessar possa, o livro encontra-se na Livraria Pensar, Sobral, em Fortaleza, Livraria Lamarca.