Revendo o belo Roteiro dos Pássaros, primeiro livro de poemas de meu amigo Nirton Venancio e as anotações que fiz ao tentar musicar alguns...
(Os poemas aqui publicados estão registrados na Biblioteca Nacional. Podem ser reproduzidos desde que mencionados a fonte e o autor)
sábado, 16 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
poesia livre
Lançamento de Poesia provisória, de Nirton Venancio, ao lado sempre do Lula Livre
- Otávio Oliveira, Livraria Lamarca, Fortaleza, Ceará
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Ventania
O vento forte da vida
assanha os meus cabelos,
molda o rosto,
apaga os passos.
Mas a minha existência
não se limita ao tamanho do corpo:
tenho todo um rosário de dias
e amores que estendem os braços
como se fossem mágicos
e olhos que atravessam o mar
como se fossem pássaros.
Poema do meu primeiro livro, Roteiro dos Pássaros, musicado por Ricardo Augusto, belamente interpretado e gravado por Mona Gadelha em seu disco Cidade blues rock nas ruas, 2013. Lucio Ricardo também encanta com sua interpretação visceralmente blues.
Os dois grandes da música cearense estarão amanhã, sexta-feira, no lançamento-sarau do meu novo livro Poesia Provisória.
No dia do meu aniversário, o presente presença de tanta gente querida em meu coração.
Livraria Lamarca, 19h
Av. da Universidade, 2475, Fortaleza, CE
Arco-íris
Não nos importa a porta fechada
se o nosso canto é bem mais forte
muito mais forte que o ferro das trancas
que não resiste à ferrugem do tempo
como resiste nossa canção
de boca em boca solta no vento.
Como arco-íris de todas as cores
primeiras marés da Era de Aquarius
luz de raio laser no ferro das facas
e nas lamparinas das noites de procissão
pra não dizerem que não cantamos
nossa canção de boca em boca solta no vento
Poema publicado em meu primeiro livro Roteiro dos Pássaros, 1980, musicado por Calé Alencar, que acrescentou versos finais na composição.
Para completar as cores desse arco-íris, o músico chileno Nelson Araya canta a parceria sob o céu da Patagônia. Nossa canção de boca em boca solta no vento, dos Inhamus à cordilheira dos Andes.
Calé, menestrel dos cantos alencarinos, pintará o arco-íris amanhã, sexta-feira, no sarau do lançamento do meu livro Poesia Provisória.
No dia do meu aniversário, o presente presença de tanta gente querida em meu coração.
Livraria Lamarca
Av. da Universidade, 2475, Fortaleza, CE
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
A porção de luz de Nirton Venancio em poesia
“Nirton Venancio é um dos profissionais da mídia com quem aprendi a ter a lucidez de avaliar os acontecimentos que a gente trabalhava, transportá-los ao impresso, com a grandeza da sua participação. Ele dividiu conosco algumas das matérias que fizemos, ele como repórter fotográfico de íntima percepção. E era mais do que isso; era um poeta.
Com ele, aprendi a ter a ciência de que, na calma e na tranquilidade do seu fazer jornalístico, a alma da notícia se incorporava na magia das imagens, Por isso, o envolvimento com a matéria a qual eu produzia me levava a mergulhar no âmago de suas fotos e tirar dali lições que os leitores saberiam absorver.
A imagem que ele fotografava era um componente importante ao texto que as páginas de O Povo abrigavam. Principalmente, porque as fotos do Nirton retratavam um misto de informação e poesia que se escondia por trás dos fatos mais simples. As suas imagens engrandeciam o nosso texto com um subliminar manto de poesia.
A imagem que ele fotografava era um componente importante ao texto que as páginas de O Povo abrigavam. Principalmente, porque as fotos do Nirton retratavam um misto de informação e poesia que se escondia por trás dos fatos mais simples. As suas imagens engrandeciam o nosso texto com um subliminar manto de poesia.
Pois esse lado poeta tem aflorado bastante na alma dessa grande alma que ele é. E, agora, sexta-feira, dia 15, uma porção dessa luz materializada em poemas será entregue por ele "aos amigos que sempre estiveram no ponto de vista do meu coração", como ele tão bem escreveu no convite do lançamento.
E ao enviar para mim um desses convites, um elo de orgulho preencheu-me a alma ao saber que, a bonomia de Nirton, me incluiu entre as pessoas de sua estima. O que é que eu queria mais?”
- Nonato Albuquerque, em sua página Gente De Mídia.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
sexta-feira!
15 de fevereiro, meu aniversário. Presenteando-me com o lançamento do meu livro Poesia Provisória e a presença dos amigos. Unindo o agradável ao agradável.
Todos convidados! Meu coração abraça vocês!
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
uma hora me acho
Poema do meu livro Poesia Provisória, incluído no capítulo Explorar as Tardes.
Lançamento: Livraria Lamarca, Fortaleza
15 de fevereiro de 2019, 19h
Em março, Brasília
abril, São Paulo
maio, Rio de Janeiro
Editora Radiadora, Fortaleza, Ceará
Coordenação Editorial: Alan Mendonça
Produção gráfica e capa: Taliba, Nirton Venancio, Alan Mendonça
Desenho da capa: Fausto Nilo
Prefácio: Carlos Emílio C. Lima
Textos da orelha: Suzana Vargas, Mona Gadelha, Ricardo Augusto, Rayanne Stec, Gildomar Marinho
Revisão: Nirton Venancio e Alan Mendonça
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica, Fortaleza
Leitura dos poemas: Shirlene Holanda, Ivonilo Praciano
Apresentação de poemas musicados: Mona Gadelha, Lucio Ricardo, Calé Alencar, Parahyba de Medeiros.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
meu amigo Pedro
No início da década de 80 mantive correspondência com um dos meus ídolos da literatura: o escritor memorialista Pedro Nava. A partir da remessa do meu primeiro livro, Roteiro dos Pássaros, passamos a trocar cartas sistematicamente. Eu remetia publicações, revistas, páginas de jornais, tudo que revelasse uma nova safra de poetas e escritores cearenses. O grande Pedro Nava analisava os poemas com sinceridade, precisão e elegância.
Numa das cartas, Nava destaca e comenta dois poemas que eu acabara de publicar na página semanal de O Povo, organizada por Rogaciano Leite Filho, O Morto e Armadura.
Pelo ritmo de troca de correspondências, preparei-me para ir ao Rio de Janeiro visita-lo, conhecê-lo, abraça-lo, beijar-lhe a testa, levar todos os seus livros para autografar. Não deu tempo.
Um ano depois da carta abaixo, na noite de 13 de maio de 1984, Pedro Nava desce de seu apartamento no bairro Glória, senta-se num banco da praça... e parte, rápido e bruscamente ao som de um estampido.
Os poemas foram inspirados em meu pai. Tornaram-se de Pedro Nava como pós-inspiração, como homenagem, como réquiem que meu coração pronuncia.
O Morto e Armadura estão no meu livro Poesia Provisória, que será lançado no próximo dia 15, e serão lidos, respectivamente, por Shirlene Holanda e Ivonilo Praciano.
Lançamento: Livraria Lamarca, Fortaleza
15 de fevereiro de 2019, 19h
Em março, Brasília
abril, São Paulo
maio, Rio de Janeiro
Editora Radiadora, Fortaleza, Ceará
Coordenação Editorial: Alan Mendonça
Concepção de capa: Décio Braúna
Desenho da capa: Fausto Nilo
Prefácio: Carlos Emílio C. Lima
Textos da orelha: Suzana Vargas, Mona Gadelha, Ricardo Augusto, Rayanne Stec, Gildomar Marinho
Revisão: Nirton Venancio e Alan Mendonça
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica, Fortaleza
Apresentação de poemas musicados: Mona Gadelha, Lucio Ricardo, Calé Alencar, Parahyba de Medeiros, Bernardo Neto
domingo, 3 de fevereiro de 2019
o tempo e o coração
Poema inserido no capítulo Explorar as Tardes do meu livro Poesia Provisória
Editora Radiadora, Fortaleza, Ceará
Coordenação Editorial: Alan Mendonça
Concepção de capa: Décio Braúna
Desenho da capa: Fausto Nilo
Prefácio: Carlos Emílio C. Lima
Textos da orelha: Suzana Vargas, Mona Gadelha, Ricardo Augusto, Rayanne Stec, Gildomar Marinho
Revisão: Nirton Venancio e Alan Mendonça
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica, Fortaleza
Lançamento: Livraria Lamarca, Fortaleza
15 de fevereiro de 2019, 19h
Em março, Brasília
abril, São Paulo
maio, Rio de Janeiro
Leitura dos poemas: Shirlene Holanda, Ivonilo Praciano
Apresentação de poemas musicados: Mona Gadelha, Lucio Ricardo, Calé Alencar, Parahyba de Medeiros, Bernardo Neto
sábado, 2 de fevereiro de 2019
é de manhã
Poema do meu livro Poesia Provisória, incluído no capítulo Coração Sitiado.
Editora Radiadora, Fortaleza, Ceará
Coordenação Editorial: Alan Mendonça
Concepção de capa: Décio Braúna
Desenho da capa: Fausto Nilo
Prefácio: Carlos Emílio C. Lima
Textos da orelha: Suzana Vargas, Mona Gadelha, Ricardo Augusto, Rayanne Stec, Gildomar Marinho
Revisão: Nirton Venancio e Alan Mendonça
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica, Fortaleza
Lançamento: Livraria Lamarca, Fortaleza
15 de fevereiro de 2019, 19h
Em março, Brasília
abril, São Paulo
maio, Rio de Janeiro
Leitura dos poemas: Shirlene Holanda, Ivonilo Praciano
Apresentação de poemas musicados: Mona Gadelha, Lucio Ricardo, Calé Alencar, Parahyba de Medeiros, Bernardo Neto
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
ao pé do ouvido
“Muitas vezes cito o nome de Nirton Venancio como uma voz de valor da literatura brasileira.”
Receber uma menção dessa de Suzana Vargas, poeta e prof.ª de Teoria Literária da URFJ, é o que denomino, feliz e agradecido, de fortuna crítica.
A poeta que sempre li e admirei desde os anos 80, está com essas palavras na orelha do meu próximo livro, Poesia Provisória. Palavras que fazem parte de uma descoberta recente, ao saber que ainda tem o meu primeiro livro, Roteiro dos Pássaros, e que acompanha minha vida literária desde sempre.
Suzana Vargas compôs a equipe de Editores Adjuntos do livro Poesia Sempre, publicação semestral da Fundação Biblioteca Nacional, organizada por Ivan Junqueira. Na edição nº 13, dezembro de 2000, dois poemas meus foram selecionados, Armadura e O morto, para o capítulo Poesia Brasileira Contemporânea. Esses poemas estão no novo livro, onde está Suzana ao pé do ouvido dos meus versos. O afeto sempre faz isso, mantém ligado o bem-querer na simetria do tempo de quem se gosta.
Editora Radiadora, Fortaleza, Ceará
Coordenação Editorial: Alan Mendonça
Concepção de capa: Décio Braúna
Desenho da capa: Fausto Nilo
Prefácio: Carlos Emílio C. Lima
Textos da orelha: Suzana Vargas, Mona Gadelha, Ricardo Augusto, Rayanne Stec, Gildomar Marinho
Revisão: Nirton Venancio e Alan Mendonça
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica, Fortaleza
Lançamento: Livraria Lamarca, Fortaleza
15 de fevereiro de 2019, 19h
Em março, Brasília
abril, São Paulo
maio, Rio de Janeiro
Leitura dos poemas: Shirlene Holanda, Ivonilo Praciano
Apresentação de poemas musicados: Mona Gadelha, Lucio Ricardo, Calé Alencar, Parahyba de Medeiros, Bernardo Neto
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
dobro o canto
Poema do meu próximo livro, Poesia Provisória, incluído no capítulo Explorar as Tardes, musicado pelo querido Parahyba de Medeiros, que deu aos versos craseados uma dimensão gitana, a contração dos acordes que se largam dos sertões dos Inhamuns, passa como um menestrel pelas ruas, revoltas e paixões urbanas e resiste estrada a fora dentro de cada um de mãos dadas.
Gratidão, parceiro.
Editora Radiadora, Fortaleza, Ceará
Coordenação Editorial: Alan Mendonça
Concepção de capa: Décio Braúna
Desenho da capa: Fausto Nilo
Prefácio: Carlos Emílio Correa Lima
Textos da orelha: Suzana Vargas, Mona Gadelha, Ricardo Augusto, Rayanne Stec, Gildomar Marinho
Revisão: Nirton Venancio e Alan Mendonça
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica, Fortaleza
Lançamento: Livraria Lamarca, Fortaleza
15 de fevereiro de 2019, 19h
Em março, Brasília
abril, São Paulo
maio, Rio de Janeiro
Leitura dos poemas: Shirlene Holanda, Ivonilo Praciano
Apresentação de poemas musicados: Mona Gadelha, Lucio Ricardo, Calé Alencar, Parahyba de Medeiros, Bernardo Neto
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
poesia para cantar no futuro*
"Musicais poemas, poemas-desejos, espumados, cantados de proa, num gesto de agudo brinde às navegantes estrelas, sintéticos saborosos goles do mais brandido e brando infinito. Cada um desses cadenciamados poemas espera suas declamações extra-mallarmaicas incas aramaicas. Todas as palavras que aqui não são meramente utilizadas, são elas mesmas que se escolhem para chegar. Pousam as aves palavras mais preciosamente intensas nos ramos trêmulos invisíveis dos versos. Recitam-se em sopro silencioso sopro de escrita que escuta este esmero fléxil de micro flautas no azul sem limites da alma. São poemas inteligentemente felizes em seu sintético nada frágil esmerar. São axiomas de trampolins. Agem, pois as palavras só desse modo dispostas é que flutuam em estado de magia. Poesia."
- Trecho do prefácio do escritor Carlos Emílio C. Lima (foto acima) para o meu livro Poesia Provisória.
Mais do que um prefácio, o caro amigo siriaraense, com seu talento e beleza de cachoeira de palavras, faz um manifesto afetivo. Uma honra ter você, observador de olhar atlântico, endossando esses "cadenciamados poemas".
Editora Radiadora, Fortaleza, Ceará
Coordenação Editorial: Alan Mendonça
Concepção de capa: Décio Braúna
Desenho da capa: Fausto Nilo
Prefácio: Carlos Emílio C. Lima
Textos da orelha: Suzana Vargas, Mona Gadelha, Ricardo Augusto, Rayanne Stec, Gildomar Marinho
Revisão: Nirton Venancio e Alan Mendonça
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica, Fortaleza
Lançamento: Livraria Lamarca, Fortaleza
15 de fevereiro de 2019, 19h
março, Brasília
abril, São Paulo
maio, Rio de Janeiro
março, Brasília
abril, São Paulo
maio, Rio de Janeiro
Leitura dos poemas: Shirlene Holanda, Ivonilo Praciano
Apresentação de poemas musicados: Mona Gadelha, Lucio Ricardo, Calé Alencar, Parahyba de Medeiros, Bernardo Neto
*título do prefácio
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
o que escrevo me entrega
Poema do meu próximo livro, Poesia Provisória, inserido no capítulo Explorar as Tardes.
Editora Radiadora, Fortaleza, Ceará
Coordenação Editorial:Alan Mendonça
Concepção de capa: Décio Braúna
Desenho da capa: Fausto Nilo
Prefácio: Carlos Emílio Correia Lima
Textos da orelha: Suzana Vargas, Mona Gadelha, Ricardo Augusto, Rayanne Stec, Gildomar Marinho
Revisão: Nirton Venancio e Alan Mendonça
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica, Fortaleza
Lançamento: Livraria Lamarca, Fortaleza
15 de fevereiro de 2019, 19h
Leitura dos poemas: Shirlene Holanda, Ivonilo Praciano
Apresentação de poemas musicados: Mona Gadelha, Lucio Ricardo, Calé Alencar, Parahyba de Medeiros, Bernardo Neto
domingo, 21 de outubro de 2018
intimidade
O teu silêncio é íntimo.
O teu quarto,
a tua roupa pendurada no cabide,
o quadro na parede é íntimo.
Íntimo é o teu olhar,
as tuas lembranças,
a tua saudade,
as tuas cartas rasgadas
nunca mandadas são íntimas.
Uma canção gemida
nos teus lábios
é íntima como o beijo leve,
como o abraço profundo,
como o golpe na lâmina,
como o sangue jorrado.
Íntimo é o teu modo
de pentear os cabelos diante do espelho,
o cortar das unhas,
o escovar dos dentes.
O teu banheiro é íntimo,
mais íntimo é o teu sexo.
As tuas artimanhas
no ventre são íntimas.
O teu medo é íntimo,
o teu suor nas axilas,
o pulsar do teu coração,
o teu sono sobre o travesseiro.
Íntimo é a escuridão
da tampa do ataúde
quando na tua carne morta.
Íntimo é o teu depois.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
quinta-feira, 19 de julho de 2018
quarta-feira, 27 de junho de 2018
sábado, 9 de junho de 2018
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