domingo, 31 de maio de 2020

lume permanente


Há um lume permanente
Nas palavras de Nirton Venancio
Cada poema é um portal
entreaberto no tempo e no espaço...
Roteiros
Rotas
Fugas
Retornos
Vertigens
(In)vocações
Para explorar as tardes
Reconstruir as nuvens
E dar asas
A todos os corações sitiados.

domingo, 24 de maio de 2020

Viveiro

Meu  poema pelo coração de um amigo. Gratidão, Nivan Teixeira!
"e traço sereno / os moldes de minha pele"

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Asas

Caro poetamigo Alan Mendonça, editor do meu livro, o poema "Asas" voa mais alto com sua leitura. Imensa gratidão.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

um terço do caminho

Não alimento expectativa. Caminho com o desejo. No passo dos quelônios.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

lanterna mágica

Poty
o mesmo nome das águas
que banhavam o meu corpo:

                                        rio


o mesmo nome da correnteza
que lavava a minha alma:
                                    cinema.


E caminhava o menino
em direção ao cine poty do ‘seu’ dedé
(como disseram que caminhava assim o meu bisavô
de bengala e chapéu para a tela muda)


o suor vespertino nas axilas
molhava a máscara do zorro
nas páginas do gibi


a troca das revistinhas no chão da calçada
à espera do quadrado da bilheteria abrir
o ingresso impresso na tipografia do ‘seu’ mimoso
as cadeiras de madeira nas costas miúdas
o ventilador barulhento feito um catavento


luz da lanterna mágica por trás de todos
mostrando na parede de cal
o mundo colorido em preto-e-branco:


(a cachoeira que humberto mauro
me banhou quando cresci)

:
24 quadrinhos por segundo
movimentavam em minhas retinas


loone ranger
                  e eu cavaleiro solitário
                  igualmente tonto

tim holt
           meu primeiro caubói
           do tempo das diligências

tarzan
         que eu não sabia pronunciar
         nem nadar como ‘jonivesmule’

carlitos
           eu garoto em sua ribalta
           órfão em minha estrada.


Eles se recolhiam na escuridão da cabine
quando as luzes acendiam e o vento apagava


o olhar oblíquo do menino imaginava-os
quietos
           cansados
                         sagrados

nos rolos dentro das latas dentro de mim:
35mm de extensão em meu coração.


A noite começava na rua pedro primeiro
: o menino foi ao cinema
e perdeu-se
no caminho
de volta
para casa.


Longe da sala do ‘seu’ dedé,
era tudo tão real, tudo tão feio.


E o mundo, o mundo, o mundo...
se eu me chamasse drummond
não seria sol nem unção
seria siriará sina sertaneja.

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Trecho do meu próximo livro
Trem da memória – um poema
Editora Radiadora
Coordenação editorial: Alan Mendonça
Prefácios:
duas viagens no trem
- Valdi Ferreira Lima
- Mailson Furtado

Lançamento que teria sido nas águas de março do rio Poty foi adiado para quando toda essa enchente virótica passar, e os 'hábraços' voltarem.
Foto ilustrativa para esta postagem:
o ator Salvatore Cascio em um frame de Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore, Itália/França, 1988, ano em que dirigi meu primeiro curta-metragem, Um cotidiano perdido no tempo, rodado em Crateús, Ceará, cidade em que a memória viaja nas 88 páginas do livro-poema.
A simetria do infinito no cinema e na literatura em minha vida finita.

domingo, 26 de abril de 2020

persona grata

Poema Persona grata, do livro Poesia provisória, Editora Radiadora, 2019.
Gratifica-me ouvir a música de sua leitura em meus versos, poetamiga Marta Pinheiro.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

navegante

música Alan Morais
letra Nirton Venancio


o sul, o sal, o sol de tua pele

sexta-feira, 13 de março de 2020

outra ventania

A fotógrafa Sheila Oliveira legenda sua bela fotografia com um poema meu, do livro Poesia provisória.
A ventania leva versos e imagem ao mesmo coração.
Gratidão, cara amiga.

quarta-feira, 4 de março de 2020

a poesia sempre salva

"A Poesia Provisória do insigne amigo Nirton Venancio acaba de chegar em minhas mãos via Correios.
Só um presente desse naipe para dar alegria aos meus dias. A poesia sempre salva.
Uma boa amizade também.

Evoé, grande bardo!"

- Helder Mello, cantor, compositor, professor de Artes Cênicas

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

através da palavra


A Poesia de Nirton Venancio de provisoriedade não tem nada. É definitiva e eterna, como é - por definição - a verdadeira e boa Poesia.

Marcada pela pós-Modernidade, como os de 22, com sua forma bem humorada de reler o cotidiano e de seus signos, mas "manchando de humano o lago" (Mário de Sá-Carneiro) dessa paisagem sobre a qual aponta seu observatório poético ("Dói / este cotidiano gesto / de ser poeta / e explorar as tardes / com seus terrenos / suas nuvens, / suas esquinas (...)".

Tanto a atemporalidade quanto o redimensionamento da linguagem regional diagnosticam uma claustrofóbica insatisfação e desejo de universalidade ("dentro de mim/cabe o universo/ e mais o vilarejo onde nasci."). Evocação dos versos de Drummond ("Tenho duas mãos/ E o sentimento do mundo"). Poeta, aliás, que surge frequentemente como sua maior influência. ("Não sei nadar / nem andar de bicicleta. // Mas sei / abraçar / caminhar ao teu lado / e escrever poemas para atravessar os dias. / Para alguma coisa servem as minhas inutilidades."). Com uma pitada de Manoel de Barros nesse verso final. Quase como um ex-libris da pretendida transitoriedade de sua Poesia.

Neste seu mundo habitado por questionamentos filosóficos e existenciais é através dela, de sua Poesia, que já deixou sua marca - a cada um o sítio arqueológico que lhe cabe - através da Palavra. Iluminada palavra que abre seus caminhos próprios.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

a casa

foto  ©Acervo Nirton Venancio

A cidade ontem era outra
foi crateús
quando volto crescido
(no expresso rápido do zé arteiro)
e procuro a asa que fui

na casa que foi:
fazer dessa casa
:os mesmos tijolos de antes

os parentes seguiram no tempo
envelheceram
e desfolharam os janeiros no quintal
a casa encolheu suas paredes
feito as rugas na pele dos avós
das tias
das costureiras

das marias
das letícias
das gicélias

:
únicas em minha infância
múltiplas em minha saudade

as paredes envelheceram no tempo
seguiram
e encolheram os janeiros no quintal
a casa desfolhou seus parentes
feito a pele nas rugas das bisavós
e outros vós
e tantos nós

tiázinha
zebinha
joão

: o corpo frágil da bisa no fundo da rede
: a mão ágil do tio no fundo da oficina
: o rosto gil do primo no fundo do espelho

fazer dessa casa
:os mesmos tijolos de ontem.

A casa
sempre foi poema.
Cada dia,
um verso
cada filho,
poeta.

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Trecho do meu próximo livro © Trem da memória - um poema, lançamento previsto para quando o carnaval passar.
Textos de apresentação:
Mailson Furtado
Valdi Ferreira Lima
mais do que prefácios, duas viagens no trem, um em cada janela.
Editora Radiadora
Coordenação editorial: Alan Mendonça
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

intimidade

O teu silêncio é íntimo.
O teu quarto,
a tua roupa pendurada no cabide,
o quadro na parede é íntimo.
Íntimo é o teu olhar,
as tuas lembranças,
a tua saudade,
as tuas cartas rasgadas
nunca mandadas são íntimas.

Uma canção gemida
nos teus lábios
é íntima como o beijo leve,
como o abraço profundo,
como o golpe da lâmina,
como o sangue jorrado.

Íntimo é o teu modo
de pentear os cabelos diante do espelho,
o cortar das unhas,
o escovar dos dentes.
O teu banheiro é íntimo,
mais íntimo é o teu sexo.

As tuas artimanhas
no ventre são íntimas.
O teu medo é íntimo,
o teu suor nas axilas,
o pulsar do teu coração,
o teu sono sobre o travesseiro.

Íntimo é a escuridão
da tampa do ataúde
quando na tua carne morta.

Íntimo é o teu depois.

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Poema de meu primeiro livro Roteiro dos pássaros, 1981, Prêmio Filgueiras Lima de Poesia, Editora e Gráfica Lourenço Filho, Fortaleza, Ceará.

O escritor amigo Carlos Emílio Correia Lima, parceiro da geração do Grupo Siriará de Literatura, sempre “me cobra” uma nova edição do livro. À época a tiragem foi de 1000 exemplares, e hoje me surpreendo quando encontro um exemplar no site Estante Virtual a preço de raridade.

Outro dia, o poeta amigo de Brasília, Domingos Pereira Netto, lembrou que em 2021 o livro fará 40 anos de publicação, e merece uma edição comemorativa.

Juntando a “cobrança” de um com a lembrança de outro, no próximo ano será lançada, pela Editora Radiadora, uma edição com tiragem limitada, revisada e com mais um prefácio.

Na edição de 1981:

Projeto gráfico, capa: Rosemberg Cariry
Prefácio: F. S. Nascimento
Epígrafe: Carlos Drummond de Andrade
Textos da contracapa: F. S. Nascimento e Arthur Eduardo Benevides
Foto: Celso Oliveira






sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

naquela estação


crateús
cratheús como na inscrição da estação de trem
cratiús como no meu coração:

batata em meu prato

o lagarto que eu não matava com a baladeira
karati, karatús, karatis
o índio de uma tribo que nunca vi
o peixe que nunca pesquei em águas que nunca nadei

o nome do lugar está em mim
como topônimo neste poema
o logradouro onde me cabe
a saudade onde me espalho
a luz de um sol em minha rua.


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- trecho inicial do meu próximo livro, © Trem da memória - um poema
Textos de apresentação:
Mailson Furtado
Valdi Ferreira Lima
mais do que prefácios, duas viagens no trem, um em cada janela.

Editora Radiadora
Coordenação editorial: Alan Mendonça
Designer gráfico da capa: Enzo Venancio
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica

bom dia gratificante


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

"amontoado" na "balbúrdia"

Elias Sampaio é estudante de Letras, Português e Francês, na Universidade Federal do Ceará, trabalha na Livraria Cultura: vive na "balbúrdia" e arrodeado de um "montão de amontoado de muita coisa escrita."

Grato, meu caro, por meu livro nesse amontoado.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

eu viajei de trem

Tudo foi tão de repente
diante dos meus olhos
que não houve tempo

para retornar ao corpo do menino
que brincava na calçada.


A memória viaja
- trem inútil -
e não traz as roupas
que se vestia nas tardes de domingo
e a estrada some
deixando o mundo
como um grande circo
na praça da estação.
(...)
Mas o menino sumiu:
foi embora como quem cresce
e silenciosamente
atravessou os trilhos noturnos
da ponte de ferro
sobre o rio poty
onde as águas são barrentas
e as lavadeiras tristes.

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- trecho inicial do meu próximo livro, ©Trem da memória - um poema
Textos de apresentação:
Mailson Furtado
Valdi Ferreira Lima
mais do que prefácios, duas viagens no trem, um em cada janela.

Editora Radiadora
Coordenação editorial: Alan Mendonça
Designer gráfico da capa: Enzo Venancio
Impressão e acabamento: Expressão Gráfica

foto ilustrativa desta postagem
Ailine Liefeld

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

os olhos de Lila

Ser lido por quem fotografa: ser fotografado pelo coração.
Lila Almeida é fotógrafa e tem os olhos mais transparentemente atlânticos que já vi.
Gratidão, querida amiga, pelos meus versos em suas retinas.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

poesia escolhida

O poeta goiano-brasiliense Salomão Sousa é um dos maiores conhecedores de literatura. Autor de mais de dez livros, participação em antologias, premiado em diversos concursos nacionais, membro da Associação Nacional de Escritores, ter um livro lido por ele é sempre uma honra.
Imensa gratidão, caro poeta, por destacar meu livro, Poesia provisória, em sua privilegiada lista do ano.
Sua escolha é um prêmio!

domingo, 29 de dezembro de 2019

três dezembros

publicado no jornal Correio Braziliense, 29/12/2016

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

a luz dos olhos teus



Santa Luzia iluminava
                              a minha infância que dormia.
Nas manhãs quentes do interior:
      o facho de luz vindo da telha quebrada
                     (o menino na rede,
                      a parede azulada                   
                      a cenografia do quarto
                      :
                      o enquadramento que me guardava
                                                            no passado
                                                que vi do futuro).



A jovem siciliana que minha tia-avó trouxe da feira
protegia meus olhos que acordavam

focava sua luz neorrealista
                     no quintal em mim
para o dia que começava
                     no sertão sem fim.

Cada manhã abençoada
        com a oferenda do par de olhos na bandeja.

Casa desfeita
        parentes idos
                           santa nas retinas.

Na parede da memória,
essa lembrança é o quadro que brilha mais
                                              no meu cinema paradiso.


- Trecho de ©Trem da memória, meu próximo livro, com lançamento previsto para fevereiro de 2020, com prefácios de Valdi Ferreira Lima e Mailson Furtado. Mais do que prefácios, duas viagens no trem, num lado e outro das janelas.
Hoje, 13 de dezembro, dia de Santa Luzia. Em seu louvor, a devoção na poesia.

domingo, 8 de dezembro de 2019

parceiros musicais

Lançamento de Poesia provisória, dia 5/11, no CCBNB, dentro da programação das comemorações de Massafeira Livre - 40 anos.
Na foto, Alan Mendonça, poeta e editor, os cantores e compositores Charles Wellington, Eugênio Leandro, Alan Morais, Jose Rodrigues, Rogério Soares e Evaristo Filho.
Charles, Alan Morais e Jose Rodrigues musicaram, respectivamente, Exílio e Domicílio, Lunar, Fase única, Navegante e Troca, Metade e Atemporal.
Gildomar Marinho musicou Dimensional, Bernardo Neto, Grito.
Eugênio, Rogério e Evaristo serão os próximos parceiros.
Na melodia, o poema ganha outra dimensão. A melodia possivelmente esteja lá, na narrativa de cada verso, no fôlego de cada palavra, na rima de uma emoção na estrutura do poema. O poeta não se dá conta. A escrita é uma canção embutida. Vem o músico e encontra as notas, porque só a ele cabe o sol que ilumina dó-ré-mi-fá-lá-si. .

sábado, 7 de dezembro de 2019

Escrita Droide

ESCRITA DROIDE é uma página literária organizada pelo poeta Alberto Bresciani, de Brasília, e Mariza Lourenço, de Campinas, SP.

A literatura por todos os meios inteligentes.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Poesia provisória na Massafeira

Da capa criada pelo arquiteto, desenhista e compositor Fausto Nilo, passando pela epígrafe de Luigi Pirandello, mergulhando no prefácio sinestésico do escritor Carlos Emílio Corrêa Lima, o livro Poesia provisória reúne uma produção de mais de vinte anos de versos guardados e reescritos, dividindo as páginas em quatro partes com temas sobre o ser-poeta, Explorar as tardes, o existencial, Reconstruir as nuvens, o verbo amar, Coração sitiado e o fazer-poesia, Página em branco, capítulo final que simetricamente liga-se ao primeiro, numa proposta conceitual de que a poesia é urgente, mas o poema não tem pressa.
Editora Radiadora, 2019
Participação dos parceiros que musicaram poemas:
- Alan Morais
canções Lunar, Fase única, Navegante, Troca

- Bernardo Neto
canção Grito

- Charles Wellington
canções Domicílio, Exílio

- Jose Rodrigues
canções Metade, Atemporal

- Parahyba de Medeiros
canção Crase

Mediação: Alan Mendonça
Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil - CCBNB
dia 5/11, 19h

Produção: Marta Pinheiro

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

lírica

“Língua tão lírica, tão exatamente rica, que não dá vontade de sequer se tentar explicar essa tão conseguida beleza, mas de simplesmente desenhá-la do mesmo modo em que ela foi escrita...”
- Carlos Emílio Corrêa Lima, escritor, trecho do prefácio de Poesia provisória

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

cofre

Quando quiseres
venhas
e gires com as pontas dos dedos
o meu coração.

Encontrarás
teus segredos nos meus olhos abertos.

Guardo no peito
o íntimo
de quem se achega.

Do livro Poesia provisória

Lançamento dia 29 

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

bagagem

Dentro de mim
cabe uma cidade
outra cidade

e mais uma cidade...

dentro de mim
cabe o universo
e mais o vilarejo onde nasci.

IV Festa Literária da Associação Cearense de Escritores - FLIACE
Galeria BenficArte – Shopping Benfica
Fortaleza - Ceará

domingo, 24 de novembro de 2019

uma saudade acentuada

O piauiense-cearense Paulo Véras, foi um dos maiores poetas e contistas da literatura brasileira.
Seu primeiro trabalho publicado foi em Queda de braço – Uma antologia do conto marginal, organizada por Nilto Maciel e Glauco Mattoso, em 1977.
No ano seguinte obteve o 1° lugar no Concurso Nacional Pena Aymoré, de Belo Horizonte, com o livro O centro da pedra, poesia.
Em 1979 lança O Cabeça-de-cuia, pela Editora Moderna, onde os contos são quase todos tecidos a partir do fio da memória no sertão da Parnaíba.
Em parceria com a poeta carioca Leila Míccolis escreve em 1981 Maus antecedentes, pela Editora Pirata, uma sintomática narrativa de poemas em estilo irônico.
Poemágico é sua participação póstuma na Antologia de poetas piauienses, 1985, organizada por Assis Brasil, da Academia Piauiense de Letras.
Paulo Véras, assim como o sobrenome acentuado, era um intelectual destacado em postura, enfático em suas opiniões, tanto quanto sua doçura como pessoa nos seus quase 1,80 de altura.
Foi um dos criadores, junto comigo e mais 22 dois poetas, contistas e romancistas cearenses, do Grupo Siriará de Literatura, em 1978, além de parceiro de trabalho no Centro de Referência Cultural (CERES), da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará.
Formado em Letras pela UFC, Véras escreveu para diversos órgãos alternativos em São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, e em Fortaleza participou da revista O Saco.
No dia em que comemorava seu aniversário de 30 anos, sentiu-se mal e faleceu. Tinha cardiopatia congênita. Alterações do coração e dos grandes vasos, presentes ao nascimento. O coração cresce, cresce... Tantos afluentes de poesia em seu coração, Paulo.
Há dias em que uma saudade é acentuada, por serem eternos em nosso coração os seres que amamos.
Para ele dediquei um poema, publicado em meu livro Poesia provisória, 2019.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

leitura afetiva

Carol Capasso, poeta querida das canções de mar, minha gratidão oceânica por sua leitura afetiva, suas palavras tão líricas ao falar do meu coração na poesia.